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Thésis [Edição 02]

A Festa de Iemanjá: o espetáculo na vitrine

Maria Isabel Costa Menezes da Rocha, Milene Migliano

Resumo

A cidade de Salvador apresenta diversas festas de santos padroeiros e orixás homenageados ao longo do ano. Conhecidas como  “Festas de Largo”, são momentos de encontros entre o sagrado e o profano, entre católicos e o povo-de-santo, entre o ritual, o espetáculo e a diversão. Estas festas são consideradas patrimônio imaterial, símbolos identitários de Salvador, e também da Bahia de Todos os Santos.

Ao assumir uma manifestação cultural como identitária de uma cidade, de um povo, antes de coloca-lá na vitrine para o mundo ver e desejar pertencer (a)aquilo, é realizada a prática de uma estetização estratégica de tal manifestação por parte do poder público, em consonância com os anseios de empresas diretamente envolvidas e que podem vir a se beneficiar do novo negócio. Para responder à pergunta “políticas (urbanas) de matriz identitária podem ser estrategicamente planejadas?” (Arantes, 2000, p.14), vemos acontecer a ordenação da festa, como a dedicada a Iemanjá, em Salvador.


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